ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 565 - 24/11/2009
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Pularam a página do verbete "checar"
Postado por Luiz Weis em 16/2/2009 às 3:33:33 PM
 
 

Retrospectivamente, é fácil – quase tão fácil, é o caso de dizer, como abrir uma conta numerada num desses paraísos fiscais – condenar a imprensa brasileira por ter comprado pelo valor de face a versão do assessor parlamentar Paulo Oliveira sobre o que sucedeu a sua filha Paula, na noite de domingo, 8, numa estação de trem de um subúrbio de Zurique, na Suiça.

Claro que o manual foi ignorado. Na blogosfera, na TV, nas rádios e nos jornais, todos pularam a página onde está o verbete “checar”.

Pularam também, o que é pior, a página onde estão os advérbios “alegadamente” e “supostamente”.

Ainda assim, devagar. Primeiro, a versão paterna – com as fotos que ele tratou de distribuir da filha radiante, exibindo o que parece ser a sua gravidez – foi corroborada pelo seu namorado suiço, que por sua vez mandou as fotos das partes do corpo de Paula (barriga, coxas e pernas) marcadas, a estilete, com a sigla do partido suiço de extrema-direita SVP.

Segundo, a vítima – dos skinheads ou de si mesma, porém vítima sempre, como diria mais tarde o pai – tinha um perfil insuspeito: advogada, trabalhando na Suiça a convite de uma multi dinamarquesa do setor de transportes, com planos de casar e morar no país. E nada, rigorosamente nada, na sua história de vida, pelo que se apurou junto à mãe, à madrasta e aos amigos, que fizesse acender uma luz amarela na cabeça de repórteres e editores.

Terceiro e no mínimo tão importante quanto, a versão era plausível por terem chegado onde chegaram a xenofobia e o neofascismo na Europa de hoje. Dizem os italianos – em cujo país, por sinal, o ódio aos imigrantes o governo de direita de Silvio Berlusconi transformou em leis racistas – que “si non è vero è ben trovato”.

E a Suiça, com os seus chocolates e os seus queijos, as suas montanhas e as suas vaquinhas malhadas, não é nenhum cartão postal em matéria de preconceito contra os estrangeiros que fazem os “trabalhos de negro” que os nativos acham aquém demais deles.

E a sua polícia não é propriamente cavalheiresca como em tempos idos se costumava achar que a sua congênere britânica fosse.

Do Blog do Noblat da segunda-feira, 16:

“No final dos anos 90, o mordomo de Celso Lafer, embaixador do Brasil na Suíça, foi preso por engano. Apanhou. Depois, recebeu uma condecoração e visto permanente para trabalhar na Suíça.” Fonte: Itamaraty.

É fácil, repetindo, desancar a esta altura o Jornal Nacional por ter aberto a edição da quarta passada com a bombástica manchete “Barbárie na Suiça: brasileira é torturada por uma gangue e tem a gravidez de gêmeos interrompida.”

Claro que o certo seria algo como: “Acusação de barbárie na Suiça: brasileira teria sido torturada por uma gangue e teria a gravidez de gêmeos interrompida.”

Mas por que comentaristas do mais alto gabarito soltaram o verbo com base no noticiário agora execrado, sem que lhes passasse um fio de dúvida sobre a sua veracidade?

O melhor exemplo é o de Gilles Lapouge, jornalista e escritor francês de 85 anos soberbamente bem vividos no trato com os fatos, as ideias e as palavras. Em outras circunstâncias, um profissional e pensador com a experiência desse veterano correspondente do jornal Estado de S.Paulo em Paris teria sido o primeiro a se dizer attention: pas si vite antes de escrever:

“A sessão de tortura da qual foi vítima a advogada brasileira Paula Oliveira nas proximidades de Zurique é de arrebentar o coração. Uma noite de horror.”

Para terminar assim:

“Terá ela esbarrado em verdadeiros neonazistas, como sugere o estilo da agressão? Terá sido simples objeto de divertimento de três idiotas que camuflam sua nulidade mórbida sob o disfarce neonazista? Será que algum dia saberemos? A única coisa certa é que as marcas do horror, mesmo que desapareçam da carne da moça, dificilmente se apagarão no profundo de suas noites. Como poderá ela esquecer que esteve cara a cara com o mal?”

No dia em que saiu o seu artigo, sexta-feira, os jornais brasileiros também davam que, na véspera, duas policiais visitaram Paula no hospital onde tinha sido internada em Zurique para se desculpar com ela, em nome da chefatura da cidade, por ter sido destratada pelos dois detetives chamados a ver o que havia acontecido na estação de trem. Um deles a acusou de mentir e ameaçou com processo. [A esta altura, médicos suiços já tinham negado que ela estivesse gravida naquela noite, enquanto um perito dizia que os ferimentos provavelmente eram autoinfligidos.]

Ou seja, as desculpas serviram para a imprensa justificar a sofreguidão com que passou adiante, sem mais nem meio mais, a versão da família de Paula.

O fato é que não há seguro contra erros jornalísticos causados pela doença congênita do ofício: a precipitação [dramaticamente agravada pela concorrência imposta à mídia convencional pelo bloguismo em tempo quase real].

Ainda mais, insista-se, quando todas as peças da notícia – afinal falsa, pelo menos no que diz respeito ao aborto alegadamente causado pela agressão – pareciam encaixar-se às maravilhas.

Então, mesmo que o veredicto final sobre o comportamento da imprensa brasileira no episódio seja a condenação, impossível desconsiderar as chamadas circunstâncias atenuantes. Isso não é leniência, corporativismo ou o que valha.

Bata-se na imprensa – até com força, conforme o caso – mas não se bata nela por ter cometido um erro que, podem apostar, 11 em cada 10 de seus críticos também cometeriam, com toda a probabilidade, se estivessem na pele dos errados.

Agora, o que não tem o menor cabimento é a avalanche de agressões que desceu dos jornais suiços contra a mídia brasileira e o Brasil – apresentado pelo Neue Zürcher Zeitung como um dos campeões mundiais da xenofobia: segundo “pesquisas internacionais” [não identificadas] 72% dos brasileiros não gostam dos estrangeiros.

Este bloqueiro tem aversão pessoal a chauvinismo. Ao dito “certo ou errado, é o meu país”, prefere mil vezes “o patriotismo é o último refúgio dos canalhas”, se é essa a escolha. Mas, no caso, quem são os jornalistas suiços para dizer que a imprensa brasileira “regularmente publica notícias de fatos inventados"?

Vamos nos entender: como se comportou a brava imprensa alpina quando a Suiça, teoricamente neutra na segunda guerra mundial, entregava à Alemanha nazista refugiados judeus que tinham entrado legalmente no país? Quanto tempo levaram os destemidos periódicos suiços a abordar a repulsiva história dos bancos locais que se recusavam a transferir aos descendentes de vítimas do Holocausto os valores e bens que elas haviam depositado em seus cofres enquanto isso ainda era possível? [A alegação das vetustas casas bancárias era a de que os reclamantes não tinham prova de que os titulares das contas tinham sido exterminados.] Quantas denúncias saíram nessa imprensa complacente sobre os zilhões do tráfico de drogas e armas aplicados nos lugares certos em Zurique, Genebra e arredores, para o conforto da contabilidade das suas “instituições financeiras”?

Sobre a autoridade moral dos produtores das diatribes furadas como os proverbiais queijos da sua terra contra a imprensa brasileira, nada melhor do que a palavra de um suiço.

Trata-se do sociólogo, ex-deputado, relator especial da ONU sobre o direito à alimentação, Jean Ziegler. O que vale a pena saber sobre o assunto está em dois livros seus traduzidos no Brasil: A Suiça Acima de Qualquer Suspeita e A Suiça Lava Mais Branco.

A pergunta esquecida

Grande – e justificado – alarido com a entrevista do senador e ex-governador pernambucano, Jarbas Vasconcelos, ao repórter Otavio Cabral. Nela, o veterano político diz que “boa parte do PMDB [o seu partido] quer mesmo é corrupção”.

Grande – e justificada – perplexidade com o fato de o entrevistador não pedir ao denunciante que contasse pelo menos um caso, com nomes e sobrenomes, que corroborasse a acusação.

A prova omitida

Do “Painel” da Folha de sexta,13:

“Ao repetir, a cada entrevista, que Lula jamais lhe disse palavra sobre a candidatura à sua sucessão, Dilma Rousseff apenas segue um protocolo. O presidente já teve, sim, uma conversa bastante direta com a ministra."

Deve ter tido mesmo – uma ou mais. Só que o leitor merece algo além do que ter de escolher entre a palavra do presidente e a palavra do painelista. Este é que tinha de informar quando e, se possível, em quais circunstâncias, ocorreu a conversa “bastante direta” (sic).

A posição escamoteada

O Globo, na semana passada, foi o primeiro a aproximar o leitor brasileiro do debate corrente na mídia americana sobre a possibilidade de os jornais passarem a cobrar pelo acesso às suas edições online. No domingo, Estado e Folha falaram do assunto – pela voz de alguns dos participantes do debate nos Estados Unidos.

Sobre a posição dos jornais brasileiros em relação às suas próprias edições online, ainda gratuitas, nem a mais remota sombra de uma sugestão.

Comentários (34)
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Edson  Yamada, padeiro (Sao Paulo/SP)
Enviado em 23/4/2009 às 1:25:48 AM

Tá faltando dar nome aos bois. Ou ao boi. Porque nesse caso todo mundo sabe que o marco zero foi o Noblat. Mas o engraçado é que parece que nenhum coleguinha lembra disso agora.
Marilene  Demasi, Pesquisador Científico (São Paulo/SP)
Enviado em 19/2/2009 às 10:26:24 PM

Me desculpe, mas querer desculpar a imprensa brasileira no episódio Suiça é demais......por mais erros que a imprensa suiça já tenha cometido na história. Justificar os possíveis atenuantes é no mínimo incompetência.....
Francisco  Paiva, Publicitário (São Paulo/SP)
Enviado em 19/2/2009 às 9:06:44 PM

O que quer que tenha levado a moça a fazer o que fez, com a cumplicidade (ou nãoO do pai ou do namorado, não compete a nós julgar. Se ela surtou ou está doente, é caso para médico, não para imprensa. Tudo me remete a duas frases que a vovó de todos nós já dizia: 1) Apressado come crú e 2) Um erro jamais justificará outro. Que sirva de lição a quem precise desta lição.
Jose Luis  Ramirez, Médico (Campo Grande/MS)
Enviado em 19/2/2009 às 6:12:57 PM

Bastaria um mínimo de sabedoria à mídia para, pelo menos, consultar um Ginecologista que, certamente, suspeitaria do pouco intervalo de tempo entre o suposto ataque e o abortamento quase imediato, alí mesmo, nas imediações do ataque.
Flávia  Gonçalves, Farmacêutica Industrial (Goiânia/GO)
Enviado em 19/2/2009 às 3:37:52 PM

Este texto é tão complicado de ler, que o assunto tratado fica em segundo plano. O autor usa muitas frases entremeando outras frases. Terminei a leitura só para me certificar que faziam algum sentido, pois quis parar de ler no primeiro parágrafo!
Dirceu  Gaiotti, Administrador (São Paulo/SP)
Enviado em 19/2/2009 às 1:37:17 PM

Me desculpe, mas a concorrência por mídia está tão alta que, sinceramente, para atrair audiência, a ética está ficando de lado. Um erro jamais vai justificar outro. Acusar sem provas já é corriqueiro em nosso dia a dia, pois políticos caem e se erguem usando este mecanismo. Acredito que se mantivermos nossa personalidade correta, e não sermos persuadidos por informações distorcidas. Informações como esta não seriam tão bombásticas. Nesta, a Globo foi surpreendida, e nas demais que eles já fizeram?
Onofre  Santiago, aposentado (Salvador/BA)
Enviado em 19/2/2009 às 12:00:08 PM

Depois do comentário do Sr. Rezende, resolvi ler o tal artigo chauvinista do NZZ e, de fato, não o encontrei. Agradeceria se o Sr. Weiss pudesse informar a data da publicação. Da cobertura do NZZ - versão web - percebe-se que as matérias dos correspondentes suíços (de K. Hart, exceto por uma de W. Kurnath, com participação de S. Schmid, no Rio), embora em tom ´sóbrio´, baseiam-se apenas na repercussão do caso pela grande mídia brasileira, sem qualquer produção própria. Repercussionismo é isso: o cachorro que ladra, mas morde o próprio rabo! PS: fico com a tirada do avô de M. Helena Santos. Passarei o dito para os meus netos também!
SALOMÃO  FEITOSA, servidor publico federal (GAMA/DF)
Enviado em 19/2/2009 às 10:42:43 AM

se não aconteceu o auto flagelo, onde estará o artista desenhou no corpo de paula as iniciais do tal partido, pois nas imagens mostradas na tv e internet fica claro que foram feitas milimetricamente em traços retos e firmes. no caso de paula que foi pega de surpresa!!!
Ernani  Camargo, Advogado (Cuiabá/Mt)
Enviado em 19/2/2009 às 10:22:12 AM

Luiz Weis, não seria melhor se ao invés de usar o verbete "checar", usássemos os verbetes conferir, ou verificar? O que há de errado em utilizarmos palavras genuinamente do nosso idioma? Será que estou sendo xenófobo com minha preocupação? De resto, a sua opinião sobre a repercussão do episódio com a advogada Paula na Suiça é corretíssima.
Victor Hugo  da Rocha, Bahia (Salvador/BA)
Enviado em 19/2/2009 às 5:48:20 AM

Bem, e quem são os jornalistas brasileiros para falarem dos suíços?? Ou ninguém se lembra do caso Collor de Mello X Lula??? Quem confia nas instituições brasileiras??? E quem confia nos jornalistas brasileiros??? O brasileiro , antes de tudo , é um torcedor!!! Sendo ele jornalistas ou não!!!
maria helena  santos, advogada (belo horizonte/MG)
Enviado em 18/2/2009 às 9:29:02 PM

Boa noite ao ´blogueiro´ e aos leitores. A cada vez que vejo um fato desta natureza, com desfecho assim, não há como não trazer de novo à memória uma frase de meu avô, fazendeiro mineiro às antigas, e que tinha horror à religião e à politica(se me permitem, já que há citações de algumas, em italiano) . Ele costumava dizer que " a desgraça do protetor é justamente o protegido..." Rssss - estou mesmo rindo aqui... Boa noite - acho muito interessante a discussão, e há opiniões ótimas, sintéticas, mas muito felizes! parabéns aos participantes.
Valéria  Camargo, psicóloga (São Paulo/SP)
Enviado em 18/2/2009 às 5:41:42 PM

As reações aos acontecimentos envolvendo a brasileiira na Suiça, estão sugerindo um quadro de patriotismo exacerbado de ambos os lados, imprensa suiçaxbrasileira, racismo suiçoxracismo brasileiro. O pior, ´uma tentativa osbscura naquele país de culpabilizar a moça por algo parecido com lesa pátria, pessoas sugerindo que ela deveria ser deportada, o passaporte dela foi apreendido.. ou seja estão revidando sobre um individuo o que consideram uma humilhação .. também já vi comentários preconceituosos de brasileiros em relação ao fato dela ser nordestina , até isso! A impressão é de que o bom senso desapareceu de vez e o ovo da serpente acaba de eclodir !
José  Alvarez Vázquez, Empresário (Valencia - Espanha/SP)
Enviado em 18/2/2009 às 5:01:37 PM

Essa cronica ai de cime é uma bela forma de justificar os erros cometidos. Se cada vez que uma grande burrada for cometida pela imprensa se buscar justificando dessa forma, em pouco tempo o pouco de credibilidade que lhe resta terá desaparecido, certamente.
Ivan  Berger, jornalista (Santos/SP)
Enviado em 18/2/2009 às 4:19:48 PM

Circunstâncias atenuantes ? Não nesse caso, sr blogueiro. Ainda se a tal afoiteza tivesse se resumido ao enfoque unilateral, como foi apresentado inicialmente pelo Jornal Nacional, menos mal,daria para relevar, já que logo no dia seguinte a versão das autoridades locais passou a ser levada em conta. O problema é o verdadeiro cavalo de batalha em que muitos transformaram a questão, não só com as acusações de xenofobia como outras divagações despropositadas e preconceituosas,como fez,por exemplo,a dupla de colunistas da Folha,Clóvis Rossi e Eliane Cantanhedê. Sem falar em melodramas ridículos como o do Lapouge, citado pelo Weiss,que por sinal também dá sua contribuiçãozinha ao pastiche com a evocação de fatos passados em desabono aos suiços. Ora,o que os fundilhos tem a ver com as calças ? Não é por causa de antecedentes pouco lisongeiros que os suiços não tem o direito de responder à altura os ataques gratuitos e grosseiros assacados até mesmo por membros do governo,como o atabalhoado ministro Celso Amorim. Como diz popularmente, quem fala o que quer, ouve o que não quer.
eliani  farinelli, quimica (sao paulo/SP)
Enviado em 18/2/2009 às 1:33:04 PM

Brasileira na SUICA ....mesmo que seja esclarecido jamais saberemos a versao oficial.E evidente que este fato sera deturpado,de acordo com os intereces do pais.de vitima a culpada....
Edgar  Rezende, Cineasta (ZUERICH/IN)
Enviado em 18/2/2009 às 11:34:45 AM

verdade que o Neue Zurcher Zeitung e um jornal liberal, de centro com posicoes bem conservadoras. Mas normalmente mais fino e sugestivo que o trust brasileiro. Nao se trata de um tabloide, e um jornal serio, sem o minimo de sensacionalismo, ate mesmo frio. De fato as traducoes feitas no brasil sao um pouco exageradas, o sangue quente e melodramatico tipicos da imprensa brasileira nao fazem alardes entre os helveticos. Eu buscaria fontes mais serias a respeito do comportamento suico durante a guerra, aparentemente a comunidade judia de zurich e de Genebra continuaram ativas e resistentes. Existem trabalhos sobre o antisemitismo brasileiro bem interessantes no quais podemos ver que nossa postura foi uma das piores (kushnir, Tucci Carneiro_USP), as vezes e melhor se calar diante de tais fatos. A imprensa Suica e multipla, poliglota com posicoes bem diferente, eles discordam entre eles de forma lucida e aberta. De um cantao a  um outro, alem da mudanca de lingua as opinioes divergem. Sugiro ao senhor de ler um pouco mais, de pesquisar as fontes e de se calmar. Nao vi aqui na Suica um jornal que citava o nome ou o rosto da brasileira, muitos se preocupam de seu estado de saude e muitos a defendem falando da psicose gerada por este partido de idiotas UDC-SVP. Leia mais, e da proxima vez contenha-se, as vezes calar é melhor.
Jorge Leite  Pinto, engenheiro (Vitoria/ES)
Enviado em 18/2/2009 às 10:54:36 AM

Dá para se perceber que a matéria/opinião do sr. Weis não foi bem "digerida" pelos comentaristas abaixo. Também pudera, ele tenta justificar a "barriga" com uma pobre defesa corporativista que não consegue sensibilizar ninguém. É por isso que a imprensa vem sofrendo um desmascaramento radical e profundo nesta era da internet, e seus maiores (em tiragens) representantes estão indo para o "vinagre"... Como diria o PHA, o PIG já foi jogado fora pela maioria esmagadora da população. E não tem mais volta!!!
Jesus  Baccaro, Técnico em Edificações (Jaú/SP)
Enviado em 18/2/2009 às 8:57:11 AM

"Mas, no caso, quem são os jornalistas suiços para dizer que a imprensa brasileira “regularmente publica notícias de fatos inventados"?" Pera lá! Aí você brincou com a inteligência dos leitores. Nesse caso a imprensa suiça está mais do que com a razão. A nossa midia está lotada de exemplos de denuncias bombásticas que não tem nenhum pé na realidade. A veja (assim mesmo, com minúsculas) é o exemplo da midia mais nociva do nosso país, pela quantidade de notícias falsas que já inventou (o caso do grampo no supremo - de novo com minúsculas - taí pra qualquer um ver) e quase todas as denuncias contra o Governo Lula. E pode colocar no mesmo buraco a Folha, o Estadão, Época e por aí vai. Os suiços não são as criaturas exemplares que muita gente acha, mas a imprensa brasileira está longe de ser a mais honesta do mundo!
Marcelo  Conti, Bibliotecário (São Paulo/SP)
Enviado em 17/2/2009 às 11:55:41 PM

Vou escrever de novo: Prefiro os termos "verificar" ou "averiguar". São mais de acordo com a língua pátria...
EFLA  PERE, estudante (Genebra- suica/IN)
Enviado em 17/2/2009 às 10:10:31 PM

desculpe-me, mas meu teclado nao me permite acentos. Achei interessante o ponto de vista "passional" do senhor a respeito da Suica de seus queijos e de Jean Ziegler. Mas gostaria de ressaltar alguns fatos que me deixaram triste atraves sua intervencao. Estou na Suica ha 7 anos e sou filho de uma mae que veio para fazer trabalho de negro, como o senhor sugeriu. Como mulato, filho de estrangeira negra poderia contar para o senhor uma historia diferente, diferente desta vivida por pessoas negras que seguramente limpam privadas mais sujas ai no brasil por uma miseria. Eu e minha irma tivemos em pouco tempo a oportunidade de estudar em escolas superiores publicas de excelentes niveis, com 8 estudantes por sala, nossa situacao como etrangeiros pobres nao nos impediu de ter acesso a uma educacao cara. Convivo com suicos desde que cheguei, sao amigos, cultos, abertos, curiosos e humanistas...e nao senti nunca o preconceito do qual o senhor fala com tanta paixao, racistas existem no mundo todo e o Brasil e o mais cruel dos casos de apartheid racial eu o digo em relacao a minha vivencia. O que nao gosto, na sua intervencao sao estas acusacoes cruas sobre um pais complexo no centro da Europa com uma democracia exemplar e onde as questoes a respeito de estrangeiros nao se resumem ao circulo UDC/SVP, bancos e cliche.Negro aqui eh gente! Basta vir checar!!!!
José Paulo  Badaro, advogado (São Paulo/SP)
Enviado em 17/2/2009 às 8:17:56 PM

Pois é! ... Se tudo isso não serve para justificar o comportamento da imprensa, talvez (quem sabe?) explique o pronunciamento inicial do Celso Amorin sobre o caso, uma vez que, ainda de acordo com o Noblat, enquanto ele divulgava a “barbárie¨ o pai de Paula, na outra ponta, acionava o Marcondes Gadelha e o Marco Maciel, a fim de que os dois condestáveis do PFL entrassem imediatamente em contato com o Itamaraty. Oras, com a imprensa toda botando a boca no trombone, e com adversários políticos de peso pressionando do outro lado, convenhamos que a atitude do Celso Amorin e, por extensão, a do próprio presidente, até que foi pra lá de moderada.
Ibsen  Marques, Técnico em Eletrônica (CACAPAVA/SP)
Enviado em 17/2/2009 às 7:22:35 PM

As questões éticas são assunto corriqueiro em todas as rodas: política, comunicação: tv, rádio, internet e jornais. É tema de concurso público e nas esferas do governo. É matéria para o judiciário e congresso e, principalmente para a imprensa. Anda nas rodas de amigos, no esporte, enfim, é tema obrigatório em todas as rodas. Resta agora que nós brasileiros saiamos dos ensaios teóricos e das críticas à falta de ética dos outros e passemos a exercê-la em nossas próprias vidas, ou vocês acham que só políticos, governantes, juízes e jornalistas são anti-éticos? Não se esqueçam que eles saíram do seio de nossa sociedade, são pessoas como nós e, por incrível que possa parecer, comete os erros que cometemos em nosso dia a dia, apenas com maior visibilidade.
Heleno  Barroso, h.barrososilva@ibest.com.br (S.J.Nepomuceno/MG)
Enviado em 17/2/2009 às 5:25:48 PM

Lembra-se do acidente com o avião da TAM? Ainda ardia e o Jornal Nacional já atribuía a Lula a culpa. Seguiu-se um festival de demagogia usando os parentes das vítimas como massa de manobra. E também outros casos como os "dossiês", etc. Nossa mídia está, sim,acometida de distorcite, aleivosite e outras ites que doutor nenhum cura. Depois reclama que ninguém quer pagar para ler o que lê.
Roberto  Ribeiro, Arqueólogo (Aracaju/SE)
Enviado em 17/2/2009 às 2:36:56 PM

"Checar" é um anglicismo idiota. Mostra que os jornalistas nunca souberam nem o que existem as palavras "verificar", "investigar", "confirmar" e mais umas vinte que traduzem "to check", qto mais o seu significado. Jornalismo no Brasil sempre foi traduzir (mal e porcamente) o New York Times e exigir que quem tenha diploma de jornalismo receba por seu belos olhos.
Carlos  Calazans, economista (sao paulo/SP)
Enviado em 17/2/2009 às 2:04:52 PM

talvez o senhor devesse buscar no dicionario o verbete "coragem": coragem de admitir que errou. Mais uma vez o senhor insiste nos erros.A culpada é a policia suiça, que em 1922 nao usava uniforme; culpados sao os jornais suiços, que, em 1974 tambem erraram, ao nao publicar o resultado do campeonato do maranhao, (alias, o senhor é um assiduo leitor de jornais suiços!) etc etc Tenha Carater! Os jornais brasileiros -pessimos alias - estao carecas de cometer gafes como esta, alias uma senhora gafe. E essa estoria de Europa, America ou sei la o que xenofoba! Poucos paises sao tao xenofobos como o Brasil (onde estrangeiro é "gringo": ora otario ora explorador) Vitimas! pois sim : o comportamento anti social do povo por aqui (criminoso, , corrupto) se extende quando este vai ao exterior. Talvez o senhor nunca tenha saido do pais. Ou é um hipocrita. Toda pessoa que ja presenciou brasileiiros no exterior sabe do que falo. Simplesmente acusa-los de preconceito contra brasileiros é ignorar os fatos. Acusar Italia ou seja la quem for de xenofobos é permitido, mas a propria agreessividade contra tudo que é diferent é ignorada. Faça uma pesquisa e escreva um artigo -desta vez util - sobre o carater preconceituoso do povo por aqui. Entreviste bolivianos que aqui vivem ou mesmo a experiencia de outros estrangeiros. Ou seja, mais carater menos hipocrisia
Serginho  Sampa, Pesquisador (Sampa/SP)
Enviado em 17/2/2009 às 1:16:08 PM

Vixi Luis Weis, tá por fora, o Reinaldo Azevedo tava cantando a bola das incongruências desse caso logo na quinta-feira. Enquanto Rede Globo, Ricardo Noblat, Lula, Celso Amorim e companhia pediam a invasão da Suíça o RA pedia calma e investigação imparcial.
Onofre  Santiago, aposentado (Salvador/BA)
Enviado em 17/2/2009 às 12:53:25 PM

Caro Sr. Weiss, Creio que há um nexo claro entre o caso Paula e o belo artigo de Joana Ziller sobre a relação entre velocidade e credibilidade no jornalismo web Por mais que haja atenuantes, é impossível negar as constantes falhas de apuração em relação às notícias estrangeiras. Creio que o modo como o jornalismo internacional é feito não leva em conta nem o número de jornalistar brasileiros morando fora nem as possibilidades criadas pelas novas tecnologias. Alguns telefonemas, repercussão da imprensa estrangeira e damos o trabalho por encerrado. No novo ambiente informacional, este tipo de trabalho - que há muito é o nosso padrão - não mais satisfaz leitores. Reitero a importância do teu comentário sobre os ´Zeitungs´ da Suíça. A mídia européia, desde a invasão dos tablóides, vive um dos seus piores momentos tanto no que tange à credibilidade quanto à xenofobia.
Odracir  Silva, pesq. cientifico/n.c. (Sao Paulo/SP)
Enviado em 17/2/2009 às 11:44:59 AM

Alias, ee impressionante como os jornalistas tupiniquins ficam a reclamar dos seus colegas suicos e esquecem de um fato. Quem realmente ampliou este caso paroquial nao foi a midia suica, e nem a brasileira. A midia brasileira atee pode ter sido o catalisador, mas o grande responsavel por este imbrolio foi o governo brasileiro, atraves do presidente Lula e do ministro Amorim. Se eles tivessem ficado calados, isto nao teria a repercussao q teve.
Carla  Bergamo, outro (São Paulo/SP)
Enviado em 17/2/2009 às 11:35:16 AM

"Se non è vero, poco ci manca" (se não for verdadeiro, falta pouco) - isso seria o ditado que se utiliza mais hoje em dia. O outro é bem antigo, ninguém usa mais, pelo menos, eu nunca ouvi em tantos anos de vida (na Itália).
Luiz Edmundo  Germano Alvarenga, Advogado (Rio de Janeiro/RJ)
Enviado em 17/2/2009 às 11:33:31 AM

Não resta a menor dúvida que a imprensa brasileira, de fato, Weis, foi leviana em não ter checado a possível, mas fantasiosa, versão do pai da Paula, que, sendo assessor parlamentar, usou o Maciel, Roberto Magalhães, dentre outros, para acionar (e comprometer seriamente o MRE), e espalhou uma versão de pai para esconder o surto da filha. Endendemos isso, mas não a leviandade da imprensa e, agora, as reclamações contra a imprensa suiça que, diferente da nossa, apurou tudo. O dano é irreparável para o conceito do país e para a pobre Paula, claramente surtada!
Ivan  Moraes, sem profissao (Newark, NJ/MG)
Enviado em 17/2/2009 às 11:32:20 AM

"Este é que tinha de informar quando e, se possível, em quais circunstâncias, ocorreu a conversa “bastante direta”": a fonte foi um espiao, eh por isso que a taxativa afirmacao vem sem mais. Nao precisa, eh obvio.
Odracir  Silva, pesq. cientifico/n.c. (Sao Paulo/SP)
Enviado em 17/2/2009 às 11:30:23 AM

Cume ee q ee?! "Vamos nos entender: como se comportou a brava imprensa alpina quando a Suiça, teoricamente neutra na segunda guerra mundial, entregava à Alemanha nazista refugiados judeus que tinham entrado legalmente no país?"... Putz, este tipo de desculpas idiotico ee esse? Quer dizer q a midia brasileira fez uma bela de uma c... e reclama q a midia suissa nao pode divulgar pq ee tao ou pior q a tupiniquim? Fala serio... Isto ee um argumento estupido, quer dizer q somente uma midia de um certo pais q nunca errou tem o direito de "julgar". Q porcaria de comentario... perdeu uma bela oportunidade de ficar calado (ou meio calado jaa q o comeco do post ee bom). A midia brasileira q errou deveria lamber as feridas e jogar a bola p/ frente.
Ivan  Moraes, sem profissao (Newark, NJ/MG)
Enviado em 17/2/2009 às 11:30:20 AM

"O Globo, na semana passada, foi o primeiro a aproximar o leitor brasileiro do debate corrente na mídia americana sobre a possibilidade de os jornais passarem a cobrar pelo acesso às suas edições online": nao li, nao vi, nao quero ler, nao quero ver. Eh mentira deles, quem quer que sejam. Se esta originando dos EUA eh o de sempre. O que eles querem eh nao so ditar como exportar precos internacionais da noticia online, precos que vao excluir 95 por cento da populacao mundial. A estrutura da cobranca vai estar infiltrada de bancos, porcentagens, lobistas, e espioes desde anos antes de existir. Em outras palavras mais doces: eh golpe.
marina  chaves, bancaria (marilia/SP)
Enviado em 16/2/2009 às 9:40:25 PM

eu nao sou doutora em nada... apenas tento tocar a vida com dignidade.... por isso arrisco um palpite.... uma coisa é atirar para todos os lados e depois perguntar o que aconteceu... nossa midia adora fazer isso... primeiro faz um escandalo e somente depois do vendaval começa a pensar, é assim que eu vejo.... é um horror e o resultado é terrivel... outra coisa é omitir interesses pra lá de obscuros, para beneficiar a quem?? ora, a nossa mida faz isso tambem... inventa, distorce fatos, silencia para beneficiar politicos, derrotar outros, eu nao sei....
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Luiz Weis
Jornalista, pós-graduado em Ciências Sociais 
pela USP, onde lecionou Sociologia da Comunicação. Escreve no Observatório da Imprensa e no jornal "O Estado de S.Paulo". Entre outras atividades, foi redator-chefe das revistas "Superinteressante" e "IstoÉ", editor-assistente da "Veja", editor político e apresentador do programa "Perspectiva" da TV Cultura, editor nacional da "Visão" e editor de assuntos especiais da "Realidade". É autor, com Maria Hermínia Tavares de Almeida, de "Carro-zero e pau-de-arara: o cotidiano da oposição de classe média ao regime militar, in "História da Vida Privada no Brasil", Lilia Moritz Schwarcz (org.), 1998, e do perfil político de Vladimir Herzog (sem título), in "Vlado — Retrato da morte de um homem e de uma época, Paulo Markun (org.), 1985. Recebeu o Prêmio Esso de Jornalismo Científico, em 1990.


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